terça-feira, 21 de agosto de 2007

SAIBA



A propósito de uma conversa com a Citizen Mary e com a Avelaneira Florida sobre o Arnaldo Antunes, vejam a preciosidade que eu descobri no You Tube.

Se calhar conhecem isto na voz da Adriana (Partimpim) Calcanhoto mas a letra foi escrita pelo Arnaldo.



Saiba: todo mundo foi neném
Einstein, Freud e Platão também
Hitler, Bush e Sadam Hussein
Quem tem grana e quem não tem

Saiba: todo mundo teve infância
Maomé já foi criança
Arquimedes, Buda, Galileu
e também você e eu

Saiba: todo mundo teve medo
Mesmo que seja segredo
Nietzsche e Simone de Beauvoir
Fernandinho Beira-Mar

Saiba: todo mundo vai morrer
Presidente, general ou rei
Anglo-saxão ou muçulmano
Todo e qualquer ser humano

Saiba: todo mundo teve pai
Quem já foi e quem ainda vai
Lao Tsé Moisés Ramsés Pelé
Ghandi, Mike Tyson, Salomé

Saiba: todo mundo teve mãe
Índios, africanos e alemães
Nero, Che Guevara, Pinochet
e também eu e você

Arnaldo Antunes
"Saiba" 2004

14 comentários:

avelaneiraflorida disse...

Bem, Papagueno!!!!!
Não podia ser melhor!!!!!
Realmente vale bem ter amigos aqui!!!!!

Pela minha parte, "BRIGADOS", por este post!!!!!!!

Bjks

gasolina disse...

Sinceramente, prefiro "só" ouvir os versos.

beijinhos

Maria disse...

Sim, este é fantástico. Andamos todos à procura das crianças que somos. Quem nos protege, a nós que também ainda gostaríamos de ser bebé no colo de alguém?

Beijinho.

3vairado disse...

e se a ternura fosse também uma marca de todos?

wind disse...

Já conhecia a música pela Adriana Calcanhoto e o vídeo está sblime!:)
Beijos

Luís Galego disse...

é uma gracinha, de facto...

Flash disse...

Epá!!!

Mas aqui também é noite brasileira?

Abraço

Kalinka disse...

AMIGO
QUE LINDO...!!!

Um pouco da minha história:
...mas eu e ela nada vimos, aquele era o «nosso Mundo, o nosso momento».
Davamos gritinhos histéricos quando passavamos a barreira dos chuveiros, para entrar ou sair do recinto da piscina, consoante os salpicos frios que nos atacavam... chegando à toalha eu enrolava-a com carinho e amor, para ela secar rápido e não continuar tremendo, depois escondiamo-nos as duas debaixo da mesma toalha...conseguem imaginar?

Beijos enrolados com fitinhas azuis.

Ema Pires disse...

Interessante texto. É um prazer visitar este blogue.
Bjs

RIC disse...

... No nascimento e na morte somos todos iguais... Mas há uns que são mais iguais que outros...
Uma letra incisiva, a fazer pensar no que é que andamos todos aqui a fazer... Ou não...

Miguel disse...

Parece uma desgarrada ...
E com muito estilo ...!

Maria, Merece resposta ...!

Um abraço da M&M & Cª!

pinguim disse...

Concordo com a opinião da Gasolina.

fatimablogspot.com disse...

Realmente que fantástico vídeo, mas gostei mais dos versos.
Continua a fazer-nos lembrar um pouquinho o que somos.

:)

ANTONIO DELGADO disse...

Há uma grande tradição na cultura ocdentela de salvar crianças dos perigo. Moises foi rescatado das aguas, a loba capitolina tirou o Remo e Romulo das aguas. Um dos grande tranos da Siria na antiguidade também passou por esta prova. Ser super homem passa por este tipo de iniciação e o filme (???) ou extracto dele (???) parece animar esta ideia tão arrigada na cultura ocidental. O poema é uma linda sequencia ideias.