terça-feira, 19 de junho de 2007

MINHA MEMÓRIA É UM RIO CAUDALOSO


Minha memória é um rio caudaloso
Onde, às vezes, eu me vejo submersa,
Afogada, asfixiada.
É um rio de torrentes que me arrasta
E me joga de um lado para outro,
Contra rostos, mãos, casas, esperanças,
Idéias, planos, ruas, despedidas,
Montes, mares, angústias e caminhos,
Pernas, pés, praias, solidão...
Estendo as mãos, as margens longe...
E vou me debatendo
Até que a voz do tempo
E o correr dos dias
Me salvem de mim mesma
E me coloquem outra vez
Nas margens tranqüilas do esquecer

Regina Werneck

7 comentários:

avelaneiraflorida disse...

A mémória é um rio!!!! a àgua permite-nos a viagem dentro e para dentro de nós...mas há sempre as margens!

Um poema e uma foto para bem começar o dia!
Um BOM DIA, papagueno!
Bjks

inês leal, 31 anos à volta do sol disse...

pois é...a(s) memória(s)...*

e a fotografia, lembrei-me logo de quanto ia sempre à piscina, uma das coisas que amava fazer era pôr-me assim, com os ouvidos cobertos de água e ficar ali simplesmente a ouvir-me respirar... parece que ainda estou a ouvir aquele som mágico ...*

Maresia e Luar disse...

Lindo poema de Regina Werneck. Já tinha visto essa foto algures e acho que se aplica muito bem à mensagem transmitida.
Muito bom!

wind disse...

Forte e profundo.
Beijos

vareira disse...

Passa na vareira.Bjão

Ludovicus Rex disse...

Amei... Grande escolha...
Um abraço

A. Jorge disse...

Não me atrevo a comentar, apenas a ler e meditar! Gostei muito!

Abraço

Jorge