sexta-feira, 22 de junho de 2007

DITIRAMBO


Meu maresperantotòtémico
minha màlanimatógrafurriel
minha noivadiagem serpente
meu èliòtròpolipo polar

meu fiambre de sol de roseira
minha musa amiantulipálida
meu lustrefrenado céu grande
minha afiàurora-manhã

minha fôgoécia de estátuas
minha lábioquimia cerrada
minha ponta na terra meu arsgrima

meu diamantermita acordado!

Mário Cesariny
Pena Capital
Edição Assírio & Alvim
Imagem: Álvaro Rovira
Wikipedia: Ditirambo

6 comentários:

gasolina disse...

Bom Dia, Papagueno

Quando puderes passa pelo meu sitio, pf.

beijinho

beleza de mulher disse...

bonito é tudo o que tenho a dizer hehehe bom fim de semana

avelaneiraflorida disse...

Uma...Duas máscaras...aquelas que o poeta usa para as palavras e para os sentimentos....

Muito Bonito! Como sempre...
Bjks

Gi disse...

Desconhecia de todo. Completa e absolutamente. Hoje fiquei a achar que não sabia ler . Desiludi-me :(

Beijinhos

gasolina disse...

A labioquimia de Cesariny, unindo palavras e sons, inventando o inventado.

Há muitos anos que não lía este poema...

Obrigado por teres acedido ao meu pedido.

Um beijo para ti.

Flash disse...

OK

7 maravilhas...

Diz-te alguma coisa?
Então passa no meu blog.
Tens lá qualquer coisinha...

www.aternurados40.blogspot.com