segunda-feira, 23 de julho de 2007

EM SINTRA


As águas maravilham-se entre os lábios
e a fala, rápidos
em Sintra espelhos surgem como pássaros,
a luz de que se erguem acontece às águas,
à flor da fala
divide os lábios e a ternura. Da linguagem
rebentam folhas duma cor incómoda, as de que
maravilhado de água surges entre
livros, algum crime, um
menino a dissolver-se ou dele os lábios e ergues
equívoca a luz depois. Rápidos
espelhos então cercam-te explodindo os pássaros.


Luís Miguel Nava
Películas (1979)
Poesia Completa
1979-1994
Dom Quixote
2002
Imagem: Papagueno

4 comentários:

avelaneiraflorida disse...

SINTRA!!! ETERNA...
Pelo menos nas memórias...
Deixem-lhe, ao menos o verde, o romantismo das pedras, a poesia da paisagem...

Mas temo que em breve, "essa" seja só mesmo a da LITERATURA!!!!

Bjks, papagueno

wind disse...

Lindíssimo, tal como Sintra:)
Beijos

Ema Pires disse...

Sintra tao bem descrita por Eça de Queiroz, um lugar para sonhar à sombra das suas árvores milenárias.
Beijinhos

Antonio Delgado disse...

Sintra é única...uma verdadeira MARAVILHA.

Um abraço