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terça-feira, 11 de janeiro de 2011

O "Outro" nas Comemorações dos 500 anos da Presença Portuguesa em Goa


O OUTRO – Sobre a Identidade de Goa

- Projecção de Filme e Debate

Em Comemoração de 500 Anos
da presença portuguesa em Goa

Data: 21 de Janeiro 2011 - às 18.00 - 21.00
Local: Auditório Armando Gebuza
Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias
Evento organizado pelo Curso de História e CPES (Linha de Investigação: História, Memória e Sociedade)
Apoio: Universidade Lusófona e Nucleo Lusófono de História

Programa:

Apresentação do Evento e do Realizador por Vitor Escudero
Apresentação do Filme: Dr. Francisco Veres Machado
Painel de debate: Prof. Doutor Teotónio R. de Souza (ULHT)
Prof. Doutora Cristiana Bastos (ICS)
Prof. Doutora Rosa Maria Perez

ENTRADA LIVRE

sábado, 14 de março de 2009

IX OFICINA DE HISTÓRIA - MEMÓRIAS DO CAMPO GRANDE


Uma Oficina especial para a Comunidade, com a Comunidade e pela Comunidade


Dia 20 de Março, 18.00h - 21.00h
No Auditório Vitor de Sá da Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias
Programa:

18:30 – Recepção dos Participantes (pelo Núcleo Lusófono da História)
18:45: Inauguração da IXª. Oficina de História pelo Prof. Doutor Mário Moutinho (Reitor, ULHT)
e apresentação do projecto: Memórias da Cidade – O Campo Grande - Professor Doutor Teotónio R. de Souza (Director do Curso de História)
19.00 – Doutora Luísa Mellid-Franco Monteiro (Directora do GEO) e assinatura do Acordo de Parceria entre o GEO e a COFAC/ULHT
19.30 – Doutora Maria de Jesus Barroso
19: 45 – Directora do Museu da Cidade
20:00 – Valdemar Salgado (Presidente da Freguesia de Campo Grande)
20:15 – Padre Victor Feitor Pinto (Pároco da Igreja do Campo Grande)
20.30 – Soares Franco (Presidente do Sporting Clube de Portugal)
20.45 – Comandante do Regimento de Sapadores Bombeiros do Campo Grande
21. 00 – Distribuição de Certificados do Seminário de Introdução à Genealogia e à Heráldica
21. 15 – Encerramento.

Organização: Curso de História/Centro de História, Memória e Sociedade/ Núcleo Lusófono de História.

domingo, 15 de fevereiro de 2009

DE VOLTA AOS LIVROS


Meus amigos, peço desculpa por não vos poder visitar ou responder aos vossos comentários mas ando mesmo com falta de tempo. Amanhã regressa a luta com o início do segundo semestre.

Um abraço a todos.

sábado, 11 de outubro de 2008

HISTÓRIA

Historia, 1892
Nikolaus Gysis (1842-1901)


D. Pedro, Regente de Portugal

Claro em pensar, e claro no sentir,
É claro no querer;
Indiferente ao que há em conseguir
Que seja só obter;
Dúplice dono, sem me dividir,
De dever e de ser —


Não me podia a Sorte dar guarida
Por não ser eu dos seus.
Assim vivi, assim morri, a vida,
Calmo sob mudos céus,
Fiel à palavra dada e à idéia tida.
Tudo o mais é com Deus!

Fernando Pessoa
"Mensagem"

"O Príncipe das Sete Partidas" foi umas das mais cultas e esclarecidas pessoas do seu tempo. Tornou-se regente de portugal após a morte do seu irmão D. Duarte. Quando D. Afonso V subiu ao trono, D. Pedro foi vítima de várias intrigas palacianas que o levaram a entrar em confronto com o jovem monarca. Os dois defrontam-se a 20 de Maio de 1449 na Batalha da Alfarrobeira onde D. Pedro perde a vida.

Meu caro amigo Guardião, arquitecturas e "inginharias" não fazem os meus gostos, a minha devoção tende mais para as Ciências Sociais.

Mandillo, acho que por este post dá para adivinhar qual o curso que escolhi. Desde muito jovem que tenho a paixão da História e o período da Dinastia de Avis é dos que mais me encantam.

terça-feira, 2 de setembro de 2008

EL FUSILADO

Zapata, 1931
Diego Rivera (1886-1957)

Listen close to this crooked mouth
For my story I will tell–o
Lived in Mexico by the name of Wenseslao Moguel–o
Left my home in Santiago
The heart of the city of Merida
Served with my brothers and sisters all
For the army of Pancho Villa

Stand me straight against the nearest wall
Line up your bravest soldiers oh
Ten good shots I’ll take them all
They call me El Fusilado

The Federales captured me
Bound up my arms with wire
Officer comes he says “Take your aim –
Steady your guns and fire!”
Bullet holes all across my chest
Ripped up my shirt and my body–o
Heart beat on through the silenced guns
To the rhythm of life inside me–o

Stand me straight against the nearest wall
Line up your bravest soldiers oh
Ten good shots I’ll take them all
They call me El Fusilado

Fell to the ground the officer came
One last shot to the head­–o
Heard through the pain as he walked away
And left me there for dead–o
All went quiet so I crawled away
I wasn’t giving up to the glory
Ten good shots I took them all
And lived to tell my story

Stand me straight against the nearest wall
Line up your bravest soldiers oh
Ten good shots I’ll take them all
They call me El Fusilado.

Chumbawamba
"The Boy Bands Have Won", 2008

A música conta a história real de Wenceslau Moguel, um revolucionário que lutou ao lado das forças de Pancho Villa. No dia 18 de Março de 1915, foi capturado pelos "federales" e sumáriamente fusilado. Depois de trespassado por várias balas, ainda sobreviveu ao tiro de misericórdia do capitão. Foi dado como morto e abandonado. Viveu o resto dos seus dias percorrendo os Estados Unidos contando a sua história.

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

UMA PRIMAVERA QUE NUNCA CHEGOU AO VERÃO


Há quarenta anos os tanques soviéticos calavam o grito de liberdade de um povo.


Faz hoje precisamente 40 anos que os tanques da União Soviética esmagaram os ventos de mudança da Primavera de Praga, liderada por intelectuais reformistas do Partido Comunista da Checoslováquia, onde se destacou Alexander Dubcek.
Foram oito meses de uma brisa liberal, apoiada pela população, um período de abertura e esperança para todos os checos.

A nova direcção do Partido Comunista da Checoslováquia, chefiada por Alexander Dubcek, tornou pública uma série de reformas democráticas que alargavam as liberdades políticas e sociais no país.

Nesta altura foi também determinada a federalização da Checoslováquia em duas repúblicas distintas. Essa, aliás, foi a única reforma da Primavera de Praga que sobreviveu.

O objectivo de Alexander Dubcek era remover todos os vestígios de despotismo, que considerava uma aberração do sistema socialista imposto ao país pela URSS, após a Segunda Guerra Mundial (1941-1945).

Perante as mudanças, a Rússia enviou tanques e tropas de países do Pacto de Varsóvia para acabar com essa ameaça à hegemonia política da União Soviética.

Na noite de 20 para 21 de Agosto de 1968 sete mil tanques entraram na Checoslováquia. O exército desmobilizou por ordem do poder, mas o povo continuou a lutar.

O primeiro-ministro Ducchek foi preso, assim como outros dirigentes checos. No conflito morreram 72 checoslovacos.

Texto: TSF
Fotos: Josef Koudelka

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

A D. JOÃO I, O DE BOA MEMÓRIA


14 de Agosto de Agosto de 1385, o exército português Comandado por D. João I e pelo Condestável D. Nuno Álvares Pereira, defronta as tropas de Juan I de Castela naquela que viria a ser conhecida como a batalha de Aljubarrota.

«Estavam pelos muros, temerosas,
E de um alegre medo quase frias,
Rezando as mães, irmãs, damas e esposas,
Prometendo jejuns e romarias.
Já chegam as esquadras belicosas
Defronte das amigas companhias,
Que com grita grandíssima os recebem,
E todas grande dúvida concebem

Respondem as trombetas mensageiras,
Pífaros sibilantes e atambores;
Alférezes volteam as bandeiras,
Que variadas são de muitas cores.
Era no seco tempo, que nas eiras
Ceres o fruto deixa aos lavradores,
Entra em Astreia o Sol, no mês de Agosto,
Baco das uvas tira o doce mosto.


Deu sinal a trombeta Castelhana,
Horrendo, fero, ingente e temeroso;
Ouviu-o o monte Artabro, e Guadiana
Atrás tornou as ondas de medroso;
Ouviu-o o Douro e a terra Transtagana;
Correu ao mar o Tejo duvidoso;
E as mães, que o som terríbil escutaram,
Aos peitos os filhinhos apertaram. »

Luís Vaz de Camões
Os Lúsiadas, Canto IV, 26 a 28




A vitória lusa permitiu a D. João I, O de Boa Memória, a consolidação do seu reinado. Curiosamente, este, que foi um dos maiores monarcas da nação, morreu exactamente 48 anos depois, a 14 de Agosto de 1433.

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

ROSA DE HIROSHIMA


Pensem nas crianças
Mudas telepáticas
Pensem nas meninas
Cegas inexatas
Pensem nas mulheres
Rotas alteradas
Pensem nas feridas
Como rosas cálidas
Mas oh não se esqueçam
Da rosa da rosa
Da rosa de Hiroshima
A rosa hereditária
A rosa radioativa
Estúpida e inválida
A rosa com cirrose
A anti-rosa atômica
Sem cor sem perfume
Sem rosa sem nada

Vinícius de Morais


Foi só há 63 anos. Era mesmo necessário?

quarta-feira, 2 de julho de 2008

FRANCESCO E PAOLA

Francesca da Rimini and Paolo Malatesta (1819)
Jean Auguste Ingres(1780-1867)


E ela a mim: «Nenhuma maior dor
do que a de recordar tempo feliz
já na miséria; e o sabe o teu doutor.
Mas tu, se em conhecer qual a raiz
primeira deste amor, pões tal afeito,
di-lo-ei como quem chora em quanto diz.
Um dia a ler com ele me deleito,
de Lançarote, o amor como o prendeu:
Éramos sós e nada a nós suspeito.
Várias vezes o olhar nos suspendeu
essa leitura e deu pálido aviso;
mas foi um ponto só que nos venceu.
Quando lemos do desejado riso
a ser beijado por tão grande amante,
e este, que de mim seja indiviso,
a boca me beijou todo anelante.
Galeoto foi o livro e quem o disse:
nesse dia não lemos adiante.»
Como um espírito isto referisse,
chorava o outro, e em mim tal pena vi
que foi qual se a morrer eu me sentisse;
e como um corpo morto assim caí.

Dante
"A Divina Comédia", tradução de Vasco Graça Moura, Círculo de Leitores)


Gianciotto discovers Paolo and Francesca (1814)
Jean Auguste Ingres (1780-1867)


Este excerto do poema de Dante refere-se ao amor trágico entre Francesca da Polenta e Paolo Malatesta.
Francesca(1255—1285), era filha de Guido da Polenta(?-1297), senhor de Rimini. Durante muitos anos a família Polenta andou em guerra contra o poderoso Verruchio de Malatesta(1212–1312). A paz foi firmada com um acordo de casamento entre Francesca e o filho mais velho de Malatesta, Giovanni, também conhecido por Gianciotto(?-1304).
Consta que Giovanni, além de feio e disforme, era também cocho. Havia então o receio que a família Polenta recusasse o casamento mal visse a cara do noivo. Foi então enviado Paolo de Malatesta, irmão mais novo de Giovanni, para tratar dos assuntos do casamento. Pensando que o seu noivo seria Paolo, a jovem acedeu em casar. Quando deu pelo erro já era tarde, estava casada e apaixonada pelo cunhado.

Um dia, estando a jovem Francesca lendo um livro sobre os amores proíbidos entre Lancelot, Cavaleiro da Távola Redonda e Guinevere, esposa do Rei Artur, entrou Paolo que lhe interrompeu a leitura com um apaixonado beijo.
Nesse momento são surpreendidos por Giovanni que, louco de ciúmes, mata os dois.

terça-feira, 11 de março de 2008

GUERRAS DE COMIDA


As guerras americanas, desde a II Guerra Mundial até aos dias de hoje. Cada alimento simboliza uma nação.
Mais aqui: Food fight
Via: Arrastão

quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

O CAÇADOR SIMÃO


Um terrívelmente profético poema de Guerra Junqueiro. O caçador Simão não era mais que o próprio rei D. Carlos recentemente entronizado.


Jaz el-rei entrevado e moribundo
Na fortaleza lôbrega e silente…
Corta a mudez sinistra o mar profundo …
Chora a rainha desgrenhadamente …

Papagaio real, diz-me quem passa?
-- É o príncipe Simão que vai à caça.

Os sinos dobram pelo rei finado …
Morte tremenda, pavoroso horror!...
Sai das almas atónitas um brado,
Um brado imenso d’amargura e dor …

Papagaio real, diz-me, quem passa?
-- É el-rei D. Simão que vai à caça.

Cospe o estrangeiro afrontas assassinas
Sobre o rosto da pátria a agonizar …
Rugem nos corações fúrias leoninas,
Erguem-se as mãos crispadas para o ar!...

Papagaio real, diz-me quem passa?
--É el-rei D. Simão que vai à caça.

A Pátria é morta! A Liberdade é morta!
Noite negra sem astros, sem faróis!
Ri o estrangeiro odioso à nossa porta,
Guarda a Infâmia os sepulcros dos Heróis!

Papagaio real, diz-me, quem passa?
--É el-rei D. Simão que vai à caça.

Tiros ao longe numa luta acesa!
Rola indomitamente a multidão …
Tocam clarins de guerra a Marselheza …
Desaba um trono em súbita explosão!...

Papagaio real, diz-me, quem passa?
--É alguém, é alguém que foi à caça
Do caçador Simão!...

Guerra Junqueiro
8 de Abril de 1890

REGICÍDIO

quarta-feira, 31 de outubro de 2007

HALLOWEEN


Na cultura celta o nosso dia 1 de Novembro marcava o fim do Verão, as últimas colheitas e a vinda do escuro e duro Inverno. Esta era também uma data associada aos mortos.
A noite de 31 de Outubro era a noite do "Samhain". Os celtas acreditavam que durante esta noite os espíritos dos mortos vagueavam pelo mundo dos vivos para os atormentar.
A fim de assustar os maus espíritos, eram oferecidas dádivas às divindades e as pessoas mascaravam-se, com cabeças de animais, acendiam grandes fogueiras e esculpiam nabos para colocar uma chama no interior.

por volta de 800 DC a igreja cristianizou este rito pagão, transformando-o no dia de comemoração dos mártires que mais tarde se passou a se chamar dia de todos os santos.

A noite de 31 de Outubro ficou então conhecida como "All Hallow´s Even" que num inglês arcaico era qualquer coisa como "Noite dos Espíritos". A palavra seria depois encurtada para "Halloween".

Em 1800, um grupo de emigrantes irlandeses, leva o culto do "Samhein" para a América e o velho culto de esculpir o nabo para se colocar uma luz no interior é substituido pela abóbora.

sexta-feira, 5 de outubro de 2007

quinta-feira, 4 de outubro de 2007

SPUTNIK


Há 50 anos o mundo vivia em plena guerra fria. Se na Terra a rivalidade entre os Soviéticos e os americanos era enorme, no espaço não era diferente. Após o fim da Segunda Guerra Mundial as duas potências lutavam pela conquista do espaço. Foi nesta área que os Russos obtiveram grandes vitórias.
Uma das mais importantes aconteceu há cinquenta anos quando a então União Soviética conseguiu pôr em órbita o primeiro satélite, o Sputnik. Ainda durante o ano de 1957 seria lançado o Sputnik II, "tripulado" pela cadela Laika que foi o primeiro animal em órbita. Só foram precisos mais 4 anos para a União Soviética lançar o primeiro homem no espaço; Yuri Gagarin.

Hoje em dia o trânsito lá em cima já deve começar a ficar engarrafado. Desde 1957 são já muitos os satélites a gravitar á volta do nosso planeta e que também servem para nos vigiarem.

"Big Brother is Watching you"