sábado, 30 de maio de 2009

CHICKEN À LA CARTE


Curta-metragem que ganhou o primeiro prémio no Festival Internacional de Berlim 2006.

São 6 minutos a lembrar-nos o mundo de contrastes em que vivemos.

quinta-feira, 21 de maio de 2009

UM DIA TRISTE PARA QUEM GOSTA DE CINEMA

João Bénard da Costa
7 de Fevereiro de 1935 - 21 de Maio de 2009




João Bénard da Costa morreu hoje, aos 74 anos. Divulgador de cinema, director da Cinemateca Portuguesa desde 1991, Bénard da Costa nasceu a 7 de Fevereiro de 1935.

A Cinemateca Portuguesa anunciou em comunicado que o corpo do seu director, João Bénard da Costa, estará na Igreja de S. Sebastião da Pedreira, em Lisboa, ao final da tarde de hoje. Numa última homenagem ao cinéfilo que dirigiu a instituição desde 1991 (e que era membro da direcção desde 1980), a Cinemateca – que suspende hoje as suas sessões – vai projectar, em data e hora a anunciar, o filme da vida de Bénard: Johnny Guitar, de Nicholas Ray. Num inquérito de jornal em que lhe pediam para dizer qual o seu filme preferido, Bénard respondia: Johnny Guitar, de Nicholas Ray; porque era ele; porque era eu”.

Notícia: Público

Uma cena de "Johnny Guitar" em Cinema Paraíso

quarta-feira, 20 de maio de 2009

AMÁLIA HOJE - GAIVOTA



A belíssma voz de Sónia Tavares dá um brilho especial a esta versão de "Gaivota", famoso tema escrito por Alexandre O'Neill, musicado por Alain Oulman e imortalizado por Amália Rodrigues.

"Amália Hoje" é um projecto liderado por Nuno Gonçalves dos The Gifte conta com as participações de Sónia Tavares, vocalista dos The Gift; Fernando Ribeiro, vocalista dos Moonspell e Paulo Praça ex-Turbo Junkie e Plaza.

Sinceramente estou ansioso por ter o CD na mão para ouvir a versão de "Grito" cantada em dueto entre a Sónia e o Fernando.

Alinhamento:

Fado Português (Sónia Tavares)
Grito (Fernando Ribeiro/Sónia Tavares)
Gaivota (Sónia Tavares)
Nome da Rua (Paulo Praça)
Formiga Bossa Nova (Fernando Ribeiro/Paulo Praça)
Medo (Sónia Tavares)
Abandono (Paulo Praça)
L`important c`est la rose (Paulo Praça/Fernando Ribeiro)
Foi Deus (Sónia Tavares)

sábado, 16 de maio de 2009

HOMERO


A primeira vez que li este texto era pequenino, devia ter oito ou nove anos, foi num livro de Português da primária e nunca o esqueci.

HOMERO

Quando eu era pequena, passava às vezes pela praia um velho louco e vagabundo a quem chamavam o Búzio.

O Búzio era como um monumento manuelino: tudo nele lembrava coisas marítimas. A sua barba branca e ondulada era igual a uma onda de espuma. As grossas veias azuis das suas pernas eram iguais a cabos de navio. O seu corpo parecia um mastro e o seu andar era baloiçado como o andar dum marinheiro ou dum barco. Os seus olhos, como o próprio mar, ora eram azuis, ora cinzentos, ora verdes, e às vezes mesmo os vi roxos. E trazia sempre na mão direita duas conchas. Eram daquelas conchas brancas e grossas com círculos acastanhados, semi-redondas e semitriangulares, que têm no vértice da parte triangular um buraco.

O Búzio passava um fio através dos buracos, atando assim as duas conchas uma à outra, de maneira a formar com elas umas castanholas. E era com essas castanholas que ele marcava o ritmo dos seus longos discursos cadenciados, solitários e misteriosos como poemas.

O Búzio aparecia ao longe. Via-se crescer dos confins dos areais e das estradas. Primeiro julgava-se que fosse uma árvore ou um penedo distante. Mas quando se aproximava via-se que era o Búzio. Na mão esquerda trazia um grande pau que lhe servia de bordão e era seu apoio nas longas caminhadas e sua defesa contra os cães raivosos das quintas. A este pau estava atado um saco de pano, dentro do qual ele guardava os bocados do pão que lhe davam e os tostões. O saco era de chita remendada e tão desbotada que quase se tornara branca.

O Búzio chegava de dia, rodeado de luz e de vento, e dois passos à sua frente vinha o seu cão, que era velho, esbranquiçado e sujo, com o pêlo grosso, encaracolado e comprido e o focinho preto. E pelas ruas fora vinha o Búzio com o sol na cara e as sombras trémulas das folhas dos plátanos nas mãos. Parava em frente duma porta e entoava a sua longa melopeia ritmada pelo tocar das suas castanholas de conchas. Abria-se a porta e aparecia uma criada de avental branco que lhe estendia um pedaço de pão e dizia:

- Vai-te embora, Búzio.

E o Búzio, demoradamente, desprendia o saco do seu bordão, desatava os cordões, abria o saco e guardava o pão. Depois de novo seguia. Parava debaixo de uma varanda cantando, alto e direito, enquanto o cão farejava o passeio. E na varanda debruçava-se alguém rapidamente, tão rapidamente que o seu rosto nem se mostrava, e atirava-lhe um tostão e dizia:

- Vai-te embora, Búzio.

E o Búzio demoradamente - tão demoradamente que cada um dos seus gestos de via - desprendia o saco do pau, desatava os cordões, abria o saco, guardava o tostão, e de novo fechava o saco e o atava e o prendia. E seguia com o seu cão.

Havia na terra muitos pobres que apareciam aos sábados em bandos acastanhados e trágicos, e que pediam esmola pelas portas e faziam pena. Eram cegos, coxos, surdos e loucos, eram tuberculosos cuspindo sangue nos trapos, eram mães escanzeladas de filhos quase verdes, eram velhas curvadas e chorosas com as pernas incrivelmente inchadas, eram rapazes novos mostrando chagas, braços torcidos, mãos cortadas, lágrimas e desgraça. E sobre o bando pairava um murmúrio incansável de gemidos, queixas, rezas e lamentações. Mas o Búzio aparecia sozinho, não se sabia em que dia da semana, era alto e direito, lembrava o mar e os pinheiros, não tinha nenhuma ferida e não fazia pena. Ter pena dele seria como ter pena de um plátano ou de um rio, ou do vento. Nele parecia abolida a barreira que separa o homem da natureza.

O Búzio não possuía nada, como uma árvore não possui nada. Vivia com a terra toda que era ele próprio. A terra era sua mãe e sua mulher, sua casa e sua companhia, sua cama, seu alimento, seu destino e sua vida. Os seus pés descalços pareciam escutar o chão que pisavam.

E foi assim que o vi aparecer naquela tarde em que eu brincava sozinha no jardim. A nossa casa ficava à beira da praia. A parte da frente, virada para o mar, tinha um jardim de areia. Na parte de trás, voltada para leste, havia um pequeno jardim agreste e mal tratado, com o chão coberto de pequenas pedras soltas, que rolavam sob os passos, um poço, duas árvores e alguns arbustos desgrenhados pelo vento e queimados pelo sol.

O Búzio, que chegou pelo lado de trás, abriu a cancela de madeira, que ficou a baloiçar, e atravessou o jardim, passando sem me ver. Parou em frente da porta de serviço e ao som das suas castanholas de conchas pôs-se a cantar. Assim esperou algum tempo. Depois a porta abriu-se e no seu ângulo escuro apareceu um avental.

Visto de fora, o interior da casa parecia misterioso, sombrio e brilhante. E a criada estendeu um pão e disse:

- Vai-te embora, Búzio.

Depois fechou a porta. E o Búzio, sem pressa, demoradamente como que desenhando na luz cada um dos seus gestos, puxou os cordões, abriu o saco, tornou a atar o saco, prendeu-o no pau e seguiu com o seu cão. Depois deu a volta à casa, para sair pela frente, pelo lado do mar.

Então eu resolvi ir atrás dele. Ele atravessou o jardim de areia coberto de chorão e lírios do mar e caminhou pelas dunas. Quando chegou ao lugar onde principia a curva da baía, parou. Ali era já um lugar selvagem e deserto, longe de casas e estradas.

Eu, que o tinha seguido de longe, aproximei-me escondida nas ondulações da duna e ajoelhei-me atrás de um pequeno monte entre as ervas altas, transparentes e secas. Não queria que o Búzio me visse, porque o queria ver sem mim, sozinho.

Era um pouco antes do pôr do sol e de vez em quando passava uma pequena brisa. Do alto da duna via-se a tarde toda como uma enorme flor transparente, aberta e estendida até aos confins do horizonte. A luz recortava uma por uma todas as covas da areia. O cheiro nu da maresia, perfume limpo do mar sem putrefacção e sem cadáveres, penetrava tudo. E a todo o comprimento da praia, de norte a sul, a perder de vista, a maré vazia mostrava os seus rochedos escuros cobertos de búzios e algas verdes que recortavam as águas. E atrás deles quebravam incessantemente, brancas e enroladas e desenroladas, três fileiras de ondas que, constantemente desfeitas, constantemente se reerguiam.

No alto da duna o Búzio estava com a tarde. O sol pousava nas suas mãos, o sol pousava na sua cara e nos seus ombros. Ficou algum tempo calado, depois devagar começou a falar. Eu entendi que falava com o mar, pois o olhava de frente e estendia para ele as suas mãos abertas, com as palmas em concha viradas para cima. Era um longo discurso claro, irracional e nebuloso que parecia, com a luz, recortar e desenhar todas as coisas. Não posso repetir as suas palavras: não as decorei e isto passou-se há muitos anos. E também não entendi inteiramente o que ele dizia. E algumas palavras mesmo não as ouvi, porque o vento rápido lhas arrancava da boca. Mas lembro-me de que eram palavras moduladas como um canto, palavras quase visíveis que ocupavam os espaços do ar com a sua forma, a sua densidade e o seu peso. Palavras que chamavam pelas coisas, que eram o nome das coisas. Palavras brilhantes como as escamas de um peixe, palavras grandes e desertas como praias. E as suas palavras reuniam os restos dispersos da alegria da terra. Ele os invocava, os mostrava, os nomeava: vento, frescura das águas, oiro do sol, silêncio e brilho das estrelas.

Sophia de Mello Breyner Andresen
Homero
in Contos Exemplares,

sexta-feira, 15 de maio de 2009

segunda-feira, 4 de maio de 2009

KONIEC

Vasco Granja (1925-2009)

Quantos de nós não se apaixonaram pela Banda Desenhada ao ler os textos que ele escrevia na Revista Tintin?
Quem é que não aprendeu a dizer "fim" em polaco?
Se hoje gosto de BD a ele o devo, Vasco Granja foi um dos homens que mais marcou as crianças da minha geração.

Bons tempos em que tinha que gramar as animações de Leste para depois ver o Bugs Bunny ou a Pantera Cor-de-Rosa. Ainda adoro o Bugs e a Pantera, mas aprendi a ver e a gostar dos outros.




Bons tempos em que tinha que gramar as animações de Leste para depois ver o Bugs Bunny ou a Pantera Cor-de-Rosa. Ainda adoro o Bugs e a Pantera, mas aprendi a ver e a gostar dos outros.
Este genérico do filme "A Pantera Cor-de-Rosa" é fabuloso, talvez até melhor que o próprio filme. Pena que Hollywood tenha perdido a tradição dos grandes genéricos no cinema.

sábado, 25 de abril de 2009

25 DE ABRIL


Apesar da triste situação a que chegou a nossa "democracia" vale sempre a pena comemorar este dia.

domingo, 12 de abril de 2009

STABAT MATER


Stabat Mater dolorosa
Juxta Crucem lacrimosa,
Dum pendebat Filius.


Aproveitando este período pascal deixo-vos um vídeo com uma música belíssima do compositor italiano Giovanni Battista Pergolesi. O Stabat Mater é um hino medieval que, pungentemente, canta a dor de Maria, mãe de Jesus, perante o sofrimento do seu filho pendurado na cruz.

Este é um dos prazeres de se estudar a a arte e a cultura da Idade Média.

sexta-feira, 10 de abril de 2009

BOA PÁSCOA

Lamentação, Giotto di Bondonne (1266-1337)
Fresco da Capella degli Strovegni, Pádua


Meus amigos desculpem pela ausência mas ando mesmo sem tempo.
Com ou sem tempo desejo uma


PÁSCOA FELIZ PARA TODOS!

sábado, 21 de março de 2009

QUASE UM POEMA DE AMOR


Porque hoje é o Dia Mundial da poesia...

Há muito tempo já que não escrevo um poema
De amor.
E é o que eu sei fazer com mais delicadeza!
A nossa natureza
Lusitana
Tem essa humana
Graça
Feiticeira
De tornar de cristal
A mais sentimental
E baça
Bebedeira.

Mas ou seja que vou envelhecendo
E ninguém me deseje apaixonado,
Ou que a antiga paixão
Me mantenha calado
O coração
Num íntimo pudor,
--- Há muito tempo já que não escrevo um poema
De amor

Miguel Torga, Poesia Completa
Publicações D. Quixote, 2000

domingo, 15 de março de 2009

ULISSES E AS SEREIAS

Ulisses e as Sereias (1909)
Herbert James Draper (1864-1920)

"Vem até nós, famoso Ulisses, glória maior dos Aqueus!
pára a nau, para que nos possas ouvir! pois nunca
por nós passou nenhum homem na sua escura nau
que não ouvisse primeiro o doce canto das nossas bocas;
depois de se deleitar, prossegue caminho, já mais sabedor.
Pois nós sabemos todas as coisas que na ampla Tróia
Arguivos e Troianos sofreram pela vontade dos deuses;
e sabemos todas as coisas que aconteceram na terra fértil."

Homero, Odisseia, Canto XII
Tradução de Frederico Lourenço
Edições Cotovia, 2003

sábado, 14 de março de 2009

IX OFICINA DE HISTÓRIA - MEMÓRIAS DO CAMPO GRANDE


Uma Oficina especial para a Comunidade, com a Comunidade e pela Comunidade


Dia 20 de Março, 18.00h - 21.00h
No Auditório Vitor de Sá da Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias
Programa:

18:30 – Recepção dos Participantes (pelo Núcleo Lusófono da História)
18:45: Inauguração da IXª. Oficina de História pelo Prof. Doutor Mário Moutinho (Reitor, ULHT)
e apresentação do projecto: Memórias da Cidade – O Campo Grande - Professor Doutor Teotónio R. de Souza (Director do Curso de História)
19.00 – Doutora Luísa Mellid-Franco Monteiro (Directora do GEO) e assinatura do Acordo de Parceria entre o GEO e a COFAC/ULHT
19.30 – Doutora Maria de Jesus Barroso
19: 45 – Directora do Museu da Cidade
20:00 – Valdemar Salgado (Presidente da Freguesia de Campo Grande)
20:15 – Padre Victor Feitor Pinto (Pároco da Igreja do Campo Grande)
20.30 – Soares Franco (Presidente do Sporting Clube de Portugal)
20.45 – Comandante do Regimento de Sapadores Bombeiros do Campo Grande
21. 00 – Distribuição de Certificados do Seminário de Introdução à Genealogia e à Heráldica
21. 15 – Encerramento.

Organização: Curso de História/Centro de História, Memória e Sociedade/ Núcleo Lusófono de História.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

A ORIGEM DO MUNDO

Gustave Courbet (1819-1877) L'origine du monde
(A origem do mundo), 1866
Óleo sobre tela; (46x55), Musée D'Orsay, Paris, França.



Eu sei que a obra de Courbet pode ser chocante, aliás era mesmo essa a intenção do pintor, agora considerá-la pornográfica é demais. Admito que as autoridades pudessem recomendar alguma discrição, agora apreender os livros e chamar-lhes pornográficos é um pouco demais.

No entanto isto abre espaço para uma discussão já antiga; quais são os limeites do erótico e do pornográfico? Onde está a fronteira entre o belo e o grotesco?

A Origem do Mundo é uma obra do pintor Gustave Courbet que está despudoradamente exposta no Musée D'Orsay em Paris.

Depois do triste caso do Magalhães carnavalesco, espero que não se esteja a criar uma policia de costumes à boa maneira salazarenta.

Depois de publicar aqui o quadro de Courbet, espero que amanhã o blogue não apareça com um aviso de conteúdo impróprio para menores de 18 anos.

domingo, 15 de fevereiro de 2009

DE VOLTA AOS LIVROS


Meus amigos, peço desculpa por não vos poder visitar ou responder aos vossos comentários mas ando mesmo com falta de tempo. Amanhã regressa a luta com o início do segundo semestre.

Um abraço a todos.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

LETS DO IT, LET'S FALL IN LOVE


Birds do it, bees do it
Even educated fleas do it
Let's do it, let's fall in love

In Spain, the best upper sets do it

Lithuanians and Latts do it
Let's do it, let's fall in love

The Dutch in old Amsterdam do it
Not to mention the Fins
Folks in Siam do it - think of Siamese twins

Some Argentines, without means, do it
People say in Boston even beans do it
Let's do it, let's fall in love

Romantic sponges, they say, do it
Oysters down in oyster bay do it
Let's do it, let's fall in love

Cold Cape Cod clams, 'gainst their wish, do it
Even lazy jellyfish, do it
Let's do it, let's fall in love

Electric eels I might add do it
Though it shocks em I know
Why ask if shad do it - Waiter bring me
"shad roe"

In shallow shoals English soles do it
Goldfish in the privacy of bowls do it
Let's do it, let's fall in love

Ella Fitzgerald
"The Cole Porter Song Book"

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

PARABÉNS DARWIN!


Se fosse vivo, como se riria o naturalista Charles Darwin de todos aqueles que o criticaram e ridicularizaram.
Nos nossos dias a Evolução é aceite em quase todo o mundo, no entanto o conflito entre criacionistas e evolucionistas ainda é uma realidade, isto apesar das provas serem cada vez mais evidentes do Evolucionismo; desde o desenvolvimento da paleontologia e do estudo dos fósseis na segunda metade do século XIX às grandes inovações na área da genética que tiveram o seu auge em 1953, com a descoberta da estrutura da molécula de ADN por Watson e Crick, que as ideias do naturalista inglês deixaram de ser uma teoria e passaram à certeza.
Mesmo assim, o criacionismo ainda tem bastante força, ferozmente defendido por diversas religiões e mesmo por grande parte da população dos Estados Unidos, um dos países científicamente mais desenvolvidos do mundo.


2009 é o ano de Darwin; além dos 150 anos da publicação da "Origem das Espécies", comemoram-se hoje os duzentos anos do seu nascimento, portanto:

PARABÉNS DARWIN!

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

DEDICATÓRIA


Não
te ofereço
a rosa
mas
o nome
da rosa

que
serviria
meu amor
oferecer-te
a rosa
se dura
a rosa
pouco mais
que o tempo
em que te
digo rosa?

Não te
ofereço
a rosa
mas
o nome
meu amor
do amor
da rosa
eco
do que te digo
repetido
e mais rosa
te ofereço
se é
rosa
o que redigo

(rosa por cem vezes repetido)

do que
te dar
a rosa
que
não
dizendo
então
de amor
desdigo

Rita Taborda Duarte

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

UMA CANTIGA DE AMOR



Quer'eu em maneira de proençal
fazer agora un cantar d'amor,
e querrei muit'i loar mia senhor
a que prez nen fremusura non fal,
nen bondade; e mais vos direi en:
tanto a fez Deus comprida de ben
que mais que todas las do mundo val.

Ca mia senhor quiso Deus fazer tal,
quando a faz, que a fez sabedor
de todo ben e de mui gran valor,
e con todo est'é mui comunal
ali u deve; er deu-lhi bon sen,
e des i non lhi fez pouco de ben,
quando non quis que lh'outra foss'igual.

Ca en mia senhor nunca Deus pôs mal,
mais pôs i prez e beldad'e loor
e falar mui ben, e riir melhor
que outra molher; des i é leal
muit', e por esto non sei oj'eu quen
possa compridamente no seu ben
falar, ca non á, tra-lo seu ben, al.

D. Dinis, Rei de Portugal e um dos maiores poetas do seu tempo.

LA BOHEME



Toda a beleza da música e do drama romântico de Puccini vão estar no S. Carlos com "La Boheme", uma das mais belas óperas de Puccini. A encenação é de Peter Konwitchny com direcção musical de Julia Jones, maestrina titular da Orquestra Sinfónica Portuguesa.

"La Boheme" de Giacomo Puccini
Ópera em quatro actos. Libreto de Luigi Illica (1857-1919) e Giuseppe Giacosa (1847-1906) baseado no romance Scènes de la Vie Bohème de Henry Murger (1822-1861).
Estreada em 1896 em Turim.

Direcção musical Julia Jones
Encenação Peter Konwitschny
Cenografia e figurinos Johannes Leiacker
Desenho de Luz Steffen Boettcher

Orquestra Sinfónica Portuguesa
Coro do Teatro Nacional de São Carlos

Produção original (1991)
Oper Leipzig (Alemanha)

6. 10. 12. 16. 18. 20. Fevereiro às 20:00h
8. 14. 22. Fevereiro 2009 às 16:00h
Matinée Famílias > 14. Fevereiro


No vídeo Rudolpho é interpretado pelo tenor Roberto Alagna e Mimi por Leontina Vaduva.

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

ADEUS JOÃO!

João Aguardela (1969-2009)

Pois é João, encontramo-nos por aí, quem sabe numa qualquer Vida de Marinheiro.