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quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

24 ANOS DE SAUDADE



Mais do que nunca devemos acreditar em utopias

Cidade
Sem muros nem ameias
Gente igual por dentro
gente igual por fora
Onde a folha da palma
afaga a cantaria
Cidade do homem
Não do lobo mas irmão
Capital da alegria


Braço que dormes
nos braços do rio
Toma o fruto da terra
E teu a ti o deves
lança o teu
desafio

Homem que olhas nos olhos
que nao negas
o sorriso a palavra forte e justa
Homem para quem
o nada disto custa
Será que existe
lá para os lados do oriente
Este rio este rumo esta gaivota
Que outro fumo deverei seguir
na minha rota?

domingo, 4 de maio de 2008

MAIO MADURO MAIO


Sempre depois da sesta
Chamando as flores
Era o dia da festa
Maio de amores

José Afonso

sábado, 23 de fevereiro de 2008

PORQUE OS AMIGOS FAZEM SEMPRE FALTA



Há 21 anos que este nos faz falta.

quinta-feira, 2 de agosto de 2007

VEJAM BEM



Vejam bem
que não há só gaivotas em terra
quando um homem se põe a pensar
quando um homem se põe a pensar

Quem lá vem
dorme à noite ao relento na areia
dorme à noite ao relento no mar
dorme à noite ao relento no mar

E se houver
uma praça de gente madura
e uma estátua
e uma estátua de de febre a arder

Anda alguém
pela noite de breu à procura
e não há quem lhe queira valer
e não há quem lhe queira valer

Vejam bem
daquele homem a fraca figura
desbravando os caminhos do pão
desbravando os caminhos do pão

E se houver
uma praça de gente madura
ninguém vem levantá-lo do chão
ninguém vem levantá-lo do chão

Vejam bem
que não há só gaivotas em terra
quando um homem
quando um homem se põe a pensar

Quem lá vem
dorme à noite ao relento na areia
dorme à noite ao relento no mar
dorme à noite ao relento no mar

José Afonso
Cantares do Andarilho, 1968

O ZECA NASCEU À 78 ANOS



Onde quer que estejas parabéns e obrigado pela tua obra.