
Rios há que em vez de correrem para a foz, correm
para a nascente. Sentindo-se acossados, dissimulam-se
sob a mais densa folhagem.
Quem alguma vez neles se banhou, ficou deveras impres-
sionado com a volúpia das suas águas e os pequenos
redemoinhos.
Temos que os proteger dos outros rios mais poderosos
e arrogantes. Sob pena de um dia morrermos afogados
nas nossas próprias águas.

O GUARDA RIOS
É Tão difícil guardar um rio
quando ele corre
dentro de nós
Textos de Jorge Sousa Braga
In "O Poeta Nu" (1999)
Imagens dos dois rios correm dentro de mim: O Douro e o Tejo.

