The ghost of Tom Joad
Men walkin' 'long the railroad tracks
Goin' someplace there's no goin' back
Highway patrol choppers comin' up over the ridge
Hot soup on a campfire under the bridge
Shelter line stretchin' round the corner
Welcome to the new world order
Families sleepin' in their cars in the southwest
No home no job no peace no rest
The highway is alive tonight
But nobody's kiddin' nobody about where it goes
I'm sittin' down here in the campfire light
Searchin' for the ghost of Tom Joad
He pulls prayer book out of his sleeping bag
Preacher lights up a butt and takes a drag
Waitin' for when the last shall be first and the first shall be last
In a cardboard box 'neath the underpass
Got a one-way ticket to the promised land
You got a hole in your belly and gun in your hand
Sleeping on a pillow of solid rock
Bathin' in the city aqueduct
The highway is alive tonight
But where it's headed everybody knows
I'm sittin' down here in the campfire light
Waitin' on the ghost of Tom Joad
Now Tom said "Mom, wherever there's a cop beatin' a guy
Wherever a hungry newborn baby cries
Where there's a fight 'gainst the blood and hatred in the air
Look for me Mom I'll be there
Wherever there's somebody fightin' for a place to stand
Or decent job or a helpin' hand
Wherever somebody's strugglin' to be free
Look in their eyes Mom you'll see me."
The highway is alive tonight
But nobody's kiddin' nobody about where it goes
I'm sittin' downhere in the campfire light
With the Ghost of Tom Joad.
Bruce Springsteen
"The Ghost of Tom Joad" (1995)
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quarta-feira, 25 de junho de 2008
THE GHOST OF TOM JOAD
Hoje lembrei-me desse grande livro chamado "As Vinhas da Ira" e apeteceu-me ouvir o "Boss".
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quarta-feira, 19 de setembro de 2007
A PÉROLA

«Kino, com o seu orgulho, a sua juventude e a sua força, conseguia permanecer debaixo de água durante mais de dois minutos, sem esforço, de modo que trabalhava deliberadamente, escolhendo as conchas maiores. Porque estavam a saer perturbadas, as ostras fechavam hermeticamente as suas conchas. Um pouco à sua direita erguia-se um aglomerado pedregoso, coberto de ostras demasiado pequenas para serem apanhadas. Kino aproximou-se desse aglomerado e, de repente, ao lado dele, por baixo de uma pequena saliência, viu uma ostra muito grande, isolada, sem irmãs agarradas a ela. A concha estava parcialmente aberta, porque a saliência protegia aquela ostra antiga, e, no manto semelhante a um lábio, Kino vislumbrou um brilho, antes que a concha se fechasse. O seu coração começou a bater com violência e a canção da pérola ambicionada soou, estridente aos seus ouvidos. Lentamente libertou a ostra e agarrou-a contra o peito. Soltou o pé da argola da pedra e o seu corpo elevou-se até à superficie e o seu cabelo negro brilhou à luz do sol. Agarrou-se ao rebordo da canoa e pousou a pérola no fundo.
(...)
Juana sentiu a excitação dele e fingiu afastar o olhar. Não é bom desejar muito uma coisa. Pode arredar a sorte. Basta desejá-la um pouco, porque é preciso tacto com Deus ou com os deuses.
(...)
Kino introduziu hábilmente a faca entre as valvas da concha. sentia a resistência do manto contra a faca. Usou a lâmina como uma alavanca e o músculo cedeu e a concha abriu-se. A carne semelhante a um lábio contorceu-se e depois descaiu. Kino ergueu a carne e lá estava ela, a grande pérola, perfeita como a lua. Captou a luz, sublimou-a e reflectiu-a em incândescências prateadas. Era tão grande como um ovo de gaivota. Era a maior pérola do mundo»
"A Pérola", John Steinbeck, 1947
Quantas vezes os nossos mais belos sonhos não se transformam em pesadelos?
(...)
Juana sentiu a excitação dele e fingiu afastar o olhar. Não é bom desejar muito uma coisa. Pode arredar a sorte. Basta desejá-la um pouco, porque é preciso tacto com Deus ou com os deuses.
(...)
Kino introduziu hábilmente a faca entre as valvas da concha. sentia a resistência do manto contra a faca. Usou a lâmina como uma alavanca e o músculo cedeu e a concha abriu-se. A carne semelhante a um lábio contorceu-se e depois descaiu. Kino ergueu a carne e lá estava ela, a grande pérola, perfeita como a lua. Captou a luz, sublimou-a e reflectiu-a em incândescências prateadas. Era tão grande como um ovo de gaivota. Era a maior pérola do mundo»
"A Pérola", John Steinbeck, 1947
Quantas vezes os nossos mais belos sonhos não se transformam em pesadelos?
Quantas vezes os nossos maiores tesouros não se transformam em maldições?
Kino é um jovem pescador de pérolas que vive com a esposa, Juana e o seu filho bebé, Coyotito. Um dia Coyotito é picado por um escorpião. Kino corre até ao médico local que se recusa a tratar o bebé porque o pai é pobre e não pode pagar.
O jovem pescador não tem outra hipótese senão fazer-se ao mar para tentar encontrar uma pérola suficientemente grande para pagar os tratamentos da criança. Durante o mergulho a sorte parece sorrir a Kino que encontra uma pérola enorme, de um tamanho nunca visto até então. Só que o que parecia ser um grande tesouro, não tarda a revelar-se como uma terrível maldição...
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