
DEDICATED TO OUR FRIEND RONNIE (Ronnie James Dio), falecido no sábado passado.
Um dos grandes momentos da noite de ontem, e espero que da de hoje também.
Quem não adoraria um mundo novo onde nunca se envelhece?



Dos Balcãs para Chicago foi um pulinho, Otis Grand regressava ao Avante com os Chicago Blue Harp All Stars. Como grande amante de blues, este era o concerto que eu mais ansiava. De novo lá viajava eu para o imaginário dos grandes "bluesmen" americanos, recordando nomes como Muddy Waters, T-bone Walker ou mesmo o grande B.B. King. Depois foi dormir que no dia seguinte havia mais e as pernas já doiam.
Não há pernas doridas que resistam à música dos Peste & Sida. Que bom recordar aquela que já foi uma das minhas bandas preferidas (nunca lhes perdoei a aventura dos Despe & Siga). Desta vez além San Payo e Almendra também lá estava um regressado que veio dar um pézinho com o grupo que o tornou conhecido e o fez chegar à banda do Sérgio godinho. Estou a falar, claro do Nuno Rafael. Este concerto foi muito melhor que o de há dois anos. A banda parece mais rodada e além disso tocaram quase todos os grandes hinos: "Sol da Caparica", "Chuta Cavalo", "Família em Stress" e o sempre vibrante "Carraspana", de fora ficou o meu preferido: "Gingão. No fim mandaram-nos "Ao Trabalho" e foram-se embora. Excelente, poder voltar a vibrar com as mesmas canções com que vibrei na adolescência.
Ao lado de bandas como Slayer, Kreator ou Motörhead, foram uma paixão de adolescente. O problema é que os anos 80 já passaram e os novos discos já não mexem comigo. Ainda assim continuo a ouvir álbuns como "Kill 'Em All", "Ride the Lightning" ou "Master of Puppets" com a mesma paixão que os ouvia nos anos 80. Esperemos que o concerto de amanhã seja tão bom quanto o último no Rock in Rio.
Eles estão velhinhos e já não houve Fenders partidas, apenas uma gorda guitarra acústica.